"Antes de falar, escute. Antes de escrever, pense. Antes de julgar, espere. Antes de orar, perdoe. Antes de desistir, tente".

domingo, 15 de maio de 2011

Globo muda programação para atender a nova classe C

O diretor geral da Rede Globo, Octávio Florisbal, em entrevista para o UOL (6/5/11)

MAURICIO STYCER
Crítico do UOL

Veja a entrevista no link abaixo: 
http://televisao.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/05/09/globo-muda-programacao-para-atender-a-nova-classe-c.jhtm




A Natureza Preservada em Artes

 "Sou muito coletivo quando crio meus artezanatos"
    Transformar restos mortais da natureza em grandes obras de artes, admiradas até mesmo fora do país. Esse é o trabalho realizado por um iguaçuense que mostra à cidade com um olhar diferente. Um simples pedaço de canafistola que ficou submerso por trinta anos nas águas do Lago de Itaipu, pode se transformar em uma peça única com um valor não apenas em espécie, mas sim sentimental.
     Usando as formas naturais do tempo sobre a madeira, com a tinta o artista retrata várias formas e cada uma delas transmite coletividade. Dilson Paulo Alves (61) nasceu em Foz do Iguaçu, pinta e desenha desde 1976 quando fez sua primeira exposição no SESC de São Paulo. Participando de vários salões de arte em todo o Brasil.




O simples jarro de barro transformando-se em uma obra exclusiva. 
  

Vinícius aprendendo com o avô os mínimos detalhes.

    Ganhou prêmios como, Grande Medalha de Ouro no Salão Nacional da Cidade de São Paulo, com o titulo “Não adianta sentar que a fome não passa”. Medalha de Ouro também no Salão Nacional Artes de Taubaté com desenhos à bico de pena com o titulo “Desespero na Chegada”, além de ser premiado por doze vezes no Salão de Artes da Embraer.    

    Alves ficou sem desenhar por quinze anos e voltou com novos temas e técnicas. Hoje seus bicos de pena estão em troncos de madeira, cerâmicas, sementes e papeis recicláveis. Seus desenhos são baseados na arte Indígenas, Incas, Maias, Astecas e pintura rupestre, com figuras primitivas e cores fortes. 
    A tradição do Artista em família está no sangue, onde o neto Vinícius de dez anos já da os primeiros passos expondo sua arte junto com o avô no saguão da União Dinâmica de Faculdades Cataratas.
Dilson tem seu atelier na rua Antonio Raposo, 1328- Centro-Foz do Iguaçu-PR
CONTATO: 45 9936-6126/ 3025-5695
E-mail: dilsonpauloa@bol.com.br
Orkut: Dilson Paulo Artes
Blogs: dilsonartes.blogspot.com
Youtube: arte de dilson (3 videos )

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Estacionamentos Irregulares

                                    
                Você já parou para pensar quantos carros estacionados de forma irregular na vias entre as Faculdades?
              Tudo isso devido à falta de estacionamentos, onde o fluxo de veículos nos horários de aula acaba causando aglomerações entre as ruas Jorge Sanwais e Castelo Branco, uma das principais da Faculdade UDC.
             Um dos problemas é que não há disponibilidade de um espaço amplo para estudantes deixarem seus carros e o que tem é apenas para mensalistas, não facilitando para aqueles que não têm condições de pagar durante o mês. Onde são obrigados a deixarem nas ruas.  



Fábio Pires – Estudante de Sistemas de Informação

“Já fui multado em deixar meu carro próximo à esquina, por não ter espaço suficiente na rua”.

          Fábio ainda ressalta tomar todos os cuidados possíveis, como alarme e seguro.
          A Guarda Municipal constantemente fiscaliza não só a segurança entre as vias, mais também notificando condutores irregulares.  De acordo com o artigo 181, do Código de Trânsito Brasileiro, a multa por estacionar em lugares indevidos, varia entre leve (R$ 63 e três pontos na carteira), média (R$85 e quatro pontos na carteira) e grave (R$127 e cinco pontos na carteira). Portanto todo cuidado é pouco.  

domingo, 8 de maio de 2011

Eternamente Mãe

MÃE...que na presença constante me ensinou
na pureza do seu coração a vislumbrar
caminhos...

MÃE...
dos primeiros passos, das primeiras
palavras...

MÃE...
do amor sem dimensão, de cada momento,
dos atos de cada capítulo de minha vida
não ensaiados, mas vividos em cada
emoção...

MÃE...da conversa no quintal, do acalanto do
meu sono aquecido de amor, aninhada
em seu coração...


MÃE ...
do abraço, do beijo que levo na
lembrança...

MÃE...
é você que me inspira a caminhar...

MÃE...
a presença de cada passo que o
tempo não apaga: por mais longo
e escuro que seja o caminho, haverá
sempre um horizonte...

MÃE...
Mulher a quem devemos a vida,
que merece o nosso respeito,
nossa gratidão e nosso afeto
.

Comunicação Comunitária

Projeto com profissionais da educação levam jovens da periferia de Foz à prática de estudos.




Procurando também se adequar nas campanhas de inclusão social, a União Dinâmica de Faculdades Cataratas, esta desenvolvendo junto ao CRAS – Centro de Referência e Assistência Social, um projeto que traz o jovem, para ter um olhar diferente sobre futuro.  Pensando nisso a instituição abriu as portas para que jovens carentes da região do Porto Meira, pudesse  conhecer melhor a instituição.


Adolescentes se reúnem para por em prática  as atividades
O Centro Integrado do Governo Federal atende cerca de 500 famílias cadastradas como baixa renda. O bairro Porto Meira região sul de Foz, possui hoje um dos maiores índices de jovens assassinados.
As famílias se sustentam com setenta reais por mês, o equivalente à 12% de um salário mínimo. Dado apontado pela psicóloga e professora Noeli Assunta Oro Tomio mostrou que a maioria das gestantes que residem na comunidade tem entre 11 e 12 anos de idade. A pesquisa revelou também, que jovens entre 16 e 17 anos pretendem fazer curso profissionalizante e desenvolver potencialidades mesmo com a renda baixa e muitas vezes não tendo o que comer.
"Muitos deles tentam fugir da realidade, onde o sonho de ser profissional é evidente". Noeli. Com o desejo de expor que o bairro não é somente associado à violência, querem passar as pessoas uma imagem de que também são capazes de ser alguém na vida. Os adolescentes saíram em busca ferramentas como, fotos, filmagens e textos, para detalhar outra realidade do dia a dia dos moradores.
Comunicação Comunitária é uma disciplina desempenhada pela professora Sonia Vendrame, que é realizada todas as quintas à noite na UDC e nas sextas feiras à tarde no Espaço Comunicação. Onde alunos terão aulas de rádio, TV, aprendem a editar textos, filmar e tirar fotografias.   
“Que no futuro eles pretendem desenvolver alto suficientes nesta produção”. Sonia Vendrame.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Exemplo de vida e superação

Sem medo da velhice sorrisos irradiam décadas


Matéria realizada na disciplina de redação. 

*    Jacqueline Duarte


                                                                                              
Fotos – Jacqueline Duarte

Irmã Maria - D. do Lar dos Velhinhos - " Tudo é bem vindo à instituição".
São 72 idosos, alojado no Lar dos Velhinhos, a instituição oferece alimentação, fisioterapia e atendimento médico, através de uma equipe de 22 funcionários. Recepcionados pela diretora Irmã Maria dos Santos, que há 24 anos faz parte da instituição. No dia 26 de setembro de 1985, um grupo de 14 pessoas se propôs a criar um centro para os idosos juntamente com Antonio Ayres Aguirra, pioneiro da cidade. Desde então a entidade atende idosos que chegam por conta própria, vivem sozinhos, familiares trazem para serem cuidados e outros que são abandonados nos hospitais. Diariamente recebem-se visitas de moradores próximos a região, ou de acadêmicos e parentes. O lar dos velhinhos recebe convenio com as faculdades da cidade, prestando serviços gratuitamente e também uma oportunidade de acadêmicos poder fazer estágios como, enfermagem e fisioterapia. Por mês são gastos cerca de 70 mil reais, a Prefeitura ajuda com uma quantia de 5 mil reais, e outras entidades que colaboram com entorno de 8 mil por mês, o restante vem da ajuda de voluntários que contribuem mensalmente. Duas contas bancárias foram feitas com desejo de facilitar as contribuições, ou as pessoas podem ligar pelo telefone 3527-4014.
Levar carinho, dar atenção e trocar uma boa conversa faz bem para todos, principalmente para aquelas pessoas tão carentes que vivem por aqui reforça  - diretora da instituição.
Artesanatos

O artesanato está como forma de passatempo e aprimoramento entre os idosos. Tapetes, arranjos de flores e jarros de barro são produzidos por eles. Manoel Pereira 75 anos, ex-empresário depois da perda da esposa, entrou em depressão e logo depois um derrame que deixou numa cadeira de rodas, resolveu se alojar no lar dos velhinhos onde está há mais de 8 meses. Com muita força de vontade e superação ele fabrica arranjos de flores e jarros de barro, que aprendeu a fazer desde seus 25 anos de idade.  
Manoel Pereira - “Ainda vou fazer uma fábrica com meus artesanatos aqui em Foz.



A arte como terapia
Pelos corredores da entidade podemos observar muitas histórias que marcam a vida dessas pessoas.  Dona Ana aposentada 70 anos, faz tapetes com pedaçinhos de retalhos doados pelas pessoas que visitam o local. Com dificuldades de falar Ana mostra com todo carinho os tapetes prontos e que vende.


Com os braços frágeis e trêmulos, Ana consegue produzir cerca de 2 tapetes por dia, com o auxilio das amigasNunca é tarde para recomeçar, o encontro com a arte serve para muitos como uma grande terapia. Problemas emocionais e momentos de ócio, junto a alguns materiais simples, transformam-se em oportunidades valiosas para colocar a criatividade em prática e para motivar pessoas, que em muitos momentos da vida, se sentiram solitários e totalmente sem rumo.



Longevidade e energia

 
Florência Portilho 100 anos e muito bem conservada, há um ano vive no Lar dos Velhinhos, aposentada e mãe de 2 filhos, não demonstra tristeza no rosto. Com a pele frágil como uma seda e sorriso estampado, mostra o entusiasmo que muitos não conseguem obter durante uma vida rodeada com a família.   


 Florência Portinho, 100 anos completados é dona de um humor invejável.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Drogas o Preço da Morte


C-R-A-C-K: O mal do século XXI
Droga é apontada como a principal causa de desestruturação familiar na tríplice fronteira

Ø  Celso Azevedo   Matéria realizada na disciplina de redação. 
5º Período


Foz do Iguaçu no Brasil,faz divisa com Argentina e Paraguai, por sua localização geográfica estampa as capas dos principais jornais do Brasil, como rota de contrabando, armas e drogas.  E a somatória destes três fatores transforma o município em um dos mais violentos do país.  A facilidade no transporte e a obtenção de alto lucro na venda destes produtos ilícitos, principalmente do crack, têm provocado o aumento do volume desta droga que ingressa no Estado do Paraná pela fronteira entre Brasil e Paraguai. A rentabilidade pode ser medida no comparativo com a maconha. Com apenas um quilo de crack obtém-se R$ 8 mil, o equivalente a mais de 200 quilos da erva Cannabis Sativa. De cada grama do derivado da cocaína, é possível extrair cinco pedras de crack, o que pode triplicar o lucro final, alcançando os R$ 24 mil. A constatação é do Núcleo de Repressão ao Tráfico de Foz do Iguaçu, do Departamento de Narcóticos (Denarc), que atribui a elevação das apreensões também à repressão mais intensa. Apenas nos três primeiros meses deste ano, as forças policiais já retiraram de circulação 43. 745 kg desta droga na cidade, prenderam sete pessoas e apreenderam 3 menores por tráfico.
Liz Aparecida Barros de Sá, 29 anos, foi uma das chamadas “mulas” (pessoa contratada pelos traficantes para transportar a droga), atraídas pela promessa de dinheiro fácil. No dia 31 de Maio de 2007, Liz estava em um ônibus interestadual com destino a Itajaí, SC, quando no Posto de Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal em Santa Terezinha de Itaipu, os agentes a abordaram e apreenderam com a jovem 1 kg e 400 gramas de crack. “Lembro como se fosse hoje. Estava frio naquele dia, não havia quase ninguém dentro do ônibus. Os policias entraram para fazer fiscalização de rotina, eu estava com a droga dentro da minha bolsa e com as pernas cobertas com um edredom. Para disfarçar, peguei um estojo de maquiagem, e enquanto os agentes revistavam o fundo do veículo, fiquei os observando pelo espelho do meu kit de maquiagem. Um dos agentes percebeu a minha movimentação e veio até onde eu estava me mandando descer do ônibus para uma revista. Quando ele abriu a bolsa, pegou o tablete questionando o que era. Você esta vendo então porque pergunta”, respondeu à jovem, presa há quase dois anos.
Esta semana, Liz recebeu uma Portaria da Justiça, onde a cada dois meses de pena cumprida, poderá passar uma semana em casa com a família. A filha com nove anos passou dois longe do carinho da mãe. “Sentia muita falta das pequenas coisas, como poder dar banho na minha filha, fazer a comida preferida dela e dormir juntinhas. É muito difícil estar lá dentro, sabendo que estou perdendo uma das mais importantes fases da vida dela. Quando penso nisso, o arrependimento bate mais forte. Não há dinheiro no mundo que pague estes momentos”, diz Liz emocionada.
Geralmente o entorpecente tem como destino as capitais brasileiras, como São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, no entanto outra rota detectada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) é Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas apesar destas outras formas de transporte ser mais lucrativas, ainda grande parte do crack é apreendido na rodoviária internacional da cidade. Segundo o Delegado Chefe do Denarc de Foz do Iguaçu, Michael Eymard Rocha de França Araújo, quando transportados em carros de passeio e caminhões as porções levadas são maiores, mas os traficantes ainda preferem a forma mais comum de transporte. “E mais rentável aos criminosos aliciar jovens para levar o entorpecente em ônibus e junto ao corpo”, como foi o caso de Liz.
Na avaliação do Delegado, não se pode afirmar que o aumento do volume de crack provoque a diminuição do tráfico de outras drogas. “Cada uma tem seu mercado. Aumenta-se o crack, eleva-se a repressão e consequentemente as apreensões.
A pena por tráfico de drogas pode chegar a 15 anos. Liz foi condenada a seis anos de prisão, mas por ser ré primária, ter residência fixa e bom comportamento dentro do presídio, cumprirá apenas um terço da sua pena. A previsão para ganhar a liberdade é até janeiro de 2012. “Não vejo à hora deste dia chegar. Quero apagar da memória estes dois últimos anos da minha vida”, completa.

O RECOMEÇO

Traficante versus viciado. Aqui na fronteira, os veículos de comunicação não cansam de noticiar pessoas que perderam a vida por causa das drogas. Muitas delas morreram com cachimbos, pedras, papelotes e cigarros de maconha nas mãos, sinais do vício desenfreado e descontrolado que acabou com suas vidas. Elas não largaram o vício, mas enfim o vício as largou. Outras pessoas, ainda, estão no meio do caminho, ou lutando para sair, ou se entregando aos poucos a ele. E quem sofre durante todo o processo, é mais uma vez a família. Dona M.S.B, de 65 anos sente na pele toda esta dor. O neto de 16 anos há três é usuário de drogas. Depois que o filho de M.S.B faleceu em um acidente de carro, o neto se afundou no vício tornando-se um adolescente violento. “Uma vez, um amigo viciado do meu neto, quase me apunhalou pelas costas. Minha nora havia pedido para ajudá-la a tirar estas más companhias de perto dele. Pedi então que eles saíssem da nossa casa, mas como estavam sobre o efeito das drogas, ficaram revoltados e este amigo do meu neto veio para me atacar. Nesta hora comecei a rezar e pedi proteção a Deus, que ele me envolvesse em seu manto sagrado. Foi então que o menino largou a faca perto da porta da casa e saiu”, conta M.S.B.
 Depois deste fato, ela resolveu sair da casa da nora. Mas, sem ter onde morar precisou pedir ajuda a Casa Abrigo de Foz do Iguaçu, e foi nesta entidade que descobriu um novo sentido para a vida. “Aqui eu encontrei paz, felicidade, tranquilidade e carinho.


M.S.B, 65, saiu de casa por causa do neto viciado.

Eu pensei que a minha vida havia acabado que nunca sairia daquela situação. Acreditava que não existiam mais pessoas carinhosas, que não havia mais alguém no mundo que cuidasse de mim. Na Casa Abrigo, encontrei pessoas conhecidas que há muito tempo não via. Aqui eu me sinto em paz, para mim este lugar é o céu”, relata.

O QUE É O CRACK?



Denarc em 2011 já apreendeu mais de 43.745 kg de Crack

A fumaça produzida pela queima da pedra de crack chega ao sistema nervoso central em dez segundos, devido ao fato de a área de absorção pulmonar ser grande. Seu efeito dura de 3 a 10 minutos, trazendo ao usuário uma sensação de euforia mais forte do que o da cocaína, porém, após o consumo produz muita depressão, levando a pessoa a fumar novamente para compensar o mal-estar, provocando intensa dependência. Não é raro o usuário tem alucinações e paranóia (ilusões de perseguição).
É uma droga, geralmente fumada, feita a partir da mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio. É uma forma impura de cocaína e não um sub-produto. O nome deriva do verbo "to crack", que, em inglês, significa quebrar, devido aos pequenos estalidos produzidos pelos cristais (as pedras) ao serem queimados, como se quebrassem.